consertando o seu sistema nervoso
Ola, que bom estar de volta
E depois do último episódio eu estava ansiosa para voltar porque tem muita coisa para partilhar com você.
Começando do começo, rs, como repercutiu dizer que o sistema nervoso da galera está quebrado! Realmente, cada mensagem que eu recebi confirmou o que eu estava dizendo: como as pessoas estão atuando no piloto automático da sobrevivência. Eu recebi comentários de todo tipo, dos haters e dos desesperados. Os haters achando que a vida é assim mesmo, que não dá pra baixar a guarda, resumindo, estaríamos num “caldeirão de salve-se quem puder darwiniano”, fazendo de tudo pra nos destacar e prevalecendo a espécie melhor adaptada. E os desesperados querendo jogar a toalha!
A parte boa desses comentários é que os haters estão certos: prevalece a espécie melhor adaptada, sempre! E a outra parte boa é que os desesperados estão errados: não precisa jogar a toalha! Tem saída! E é sobre isso que vamos falar hoje.
Lembra que eu fiz no último dia 18 uma vivência de conexão com o corpo? Fiz o convite no post anterior e se você perdeu, uma pena, vou trazer um pouquinho dos depoimentos:
“Eu consegui relaxar”
“Recebi um carinho meu que tinha que dar para o meu corpo e eu não estava dando. Agora me sinto acariciada e quero manter essa sensação o quanto eu conseguir”
Foi muito bom, senti relaxamento e bem estar. Parabéns pelo belo trabalho para benefício da humanidade”
Bom demais saber que esse trabalho d’O corpo cura está melhorando a relação das pessoas consigo mesmas, oferecendo momentos de reconexão com aquilo que é essencial e necessário para viver bem de verdade.
Mas, voltando pra nossa linha de raciocínio, você não precisa seguir com seu sistema nervoso quebrado. Existem saídas. O workshop foi um momento de saída. As pessoas que participaram fizeram a escolha de cuidar de si, dedicar um tempo para investigar como estavam se sentindo e colocar atenção nessas sensações com a intenção de restabelecer o equilíbrio.
Equilíbrio. Feche os olhos e pense sobre equilíbrio. Que imagem vem à sua mente?
Para mim, vêm duas imagens: uma gangorra, oscilando de um lado para o outro, e uma pessoa andando na corda bamba. Vou usar essas imagens como metáforas para seguirmos juntas.
A pessoa na corda bamba é o nosso sistema nervoso quebrado, na iminência de cair a qualquer momento. E para não cair, faz um esforço muito grande. Isso dá medo, gera tensões e, ao mesmo tempo que é muito importante manter o foco para se manter a salvo, desgasta demais o corpo e a mente. Enquanto isso, quem balança e se desestabiliza mesmo é o emocional.
A imagem da gangorra, de cara, já traz mais segurança, porque quando oscilo para baixo meus pés tocam o chão, e isso me dá o limite do espaço e antecipa qual será o próximo movimento, de subida.
Hoje, estamos vivendo no limite. Presos num único movimento da gangorra. Na subida, lá do alto da gangorra a vista até pode ser bonita, mas não temos nossos pés no chão, não conseguimos dar passos firmes, nossa visão está limitada, não vemos embaixo, não vemos atrás, a visão dos lados é limitada. Se ficamos na descida, nossas pernas ficam encolhidas, precisamos fazer o esforço de segurar a outra ponta no alto o tempo todo e por isso nem podemos nos mexer direito.
Qual posição da gangorra você prefere?
Talvez você responda “Eu prefiro ficar no meio”
Tá… Já tentou ficar sempre no meio da gangorra? Quase impossível! O natural da gangorra é oscilar. Mantê-la no meio exige mais esforço ainda.
Espera. Volta nas últimas frases. O segredo está escondido lá:
Já tentou ficar sempre no meio da gangorra? Quase impossível! O natural da gangorra é oscilar. Mantê-la no meio exige mais esforço ainda.
E aí, descobriu a saída para consertar seu sistema nervoso?
Não funciona ficar sempre no alto, na euforia, no estado de alerta, ligada, ativa, disponível, para ver tudo, saber de tudo, estar em todos os lugares, dar conta de tudo.
Também não funciona ficar sempre embaixo servindo de “peso”, sem motivação, sem esperança, na apatia, carregando o mundo nas costas.
O segredo é o movimento! Oscilar! Ora pra cima, ora pra baixo, passando sempre pelo meio.
Oscilar entre tempo de atividade e tempo de descanso. Trabalho e Lazer. Planejar e executar. Oferecer acolhida para a alegria e para a tristeza. Manejar a raiva para não explodir mas fazer dela combustível para transformação e mudança. Chegar no fundo do poço e dar impulso para subir trazendo os aprendizados “lá do fundo”.
A regulação do sistema nervoso passa pela nossa autorregulação. Simples assim. Nem porque é simples é fácil, pelo contrário, tendemos a desprezar o simples. Mas o simples funciona!
E a dica prática de hoje é exercitar o simples que funciona.
Toda vez que você se perceber presa em um dos lados da gangorra, faça assim:
Repouse suas mãos delicadamente sobre a barriga. Sinta a respiração no corpo, pelo movimento da barriga subindo e descendo. Aí, de cara, já pode estar um sinal importante: quando a respiração não está movimentando naturalmente o abdômen, estamos em desequilíbrio. Recrie com intenção o caminho da inspiração desde as narinas até a barriga e de volta expirando da barriga até sair pelas narinas. Mantenha-se nesta etapa até que esse “caminho” da respiração esteja bem estabelecido
Quando a respiração já estiver bem presente no movimento do abdômen, inspire pelo nariz e solte o ar pela boca de modo suave, como se quisesse balançar a chama de uma vela sem apagá-la. Solte todo ar, esvazie bem os pulmões. Repita algumas - várias - vezes.
Pause os comandos, deixe que a respiração aconteça naturalmente, sem interferências. Apenas sinta a respiração no corpo e fique aqui pelo tempo que precisar, até sentir-se melhor.
Com esta prática simples e fácil de ser realizada, você estará ajudando seu sistema nervoso a retornar para seu estado natural de equilíbrio.
E lembre sempre: equilíbrio é oscilação, movimento, alternância.
O sistema nervoso em equilíbrio tem a sabedoria natural de saber quando subir e quando descer a gangorra. Confie.
O corpo lembra.
O corpo sabe.
O corpo cura.
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