Fazendo as pazes com o seu corpo


 


Olá, muito bom estar aqui de volta com você!


Estou animada com os feedbacks positivos que recebo a cada novo post publicado e quero agradecer por você estar comigo nessa jornada. 


O que estou criando aqui é muito mais do que compartilhar conteúdo, dar dicas práticas e ensinar técnicas. 


Colocar o corpo no centro da atenção, com o cuidado, o respeito e a veneração que ele merece é transformador. Junto com você, com todas vocês, estamos criando uma conexão de transformações. 


Neste post o convite é para mergulharmos um pouco mais fundo, olhando para as mais diversas formas de relação com o corpo. Investigando. Acolhendo com amorosidade o que vamos encontrando pelo caminho. Honrando a vida que vivemos. Dando lugar aos nossos medos. Abrindo espaço para sentir nossos anseios. Fortalecidas para manifestar quem somos de verdade. 



Há muito o que transformar, estamos só começando.


Vamos fazer a transformação que passa pelas nossas entranhas, alterando a programação celular que está em nós há gerações, vindo da bisavó da avó da nossa avó. 


A transformação da forma como pensamos a partir do entendimento de que os pensamentos foram “aprendidos”, repetidos automaticamente e hoje vamos tomando consciência dessas crenças, escolhendo questionar, avaliar e pensar diferente. Começar a pensar por nós, a partir do que vivemos, acreditamos e sentimos - pelo que já passamos, pelo que estamos passando e pelo que intencionamos daqui para frente.


Fazer a transformação da nossa relação com o social e o cultural onde estamos inseridas, como nos deixamos permear e como estabelecemos limites.


A transformação dos nossos padrões de comportamento nas mais variadas situações, nas relações afetivas, sociais, familiares, profissionais. 


Transformar as relações com o que comemos, o que vestimos, o que falamos. As escolhas que fazemos - e as que deixamos de fazer!


Aprofundar e transformar a confiança no corpo, a sabedoria de que esse corpo é feito e da qual estamos tão distanciadas. Dar novamente a voz ao nosso corpo que vem sendo obrigado a silenciar.



O corpo que habitamos é o único veículo possível para vivermos a experiência de existir neste planeta. (Talvez eu já tenha dito isso, e vou me repetir sempre rs)


Só é possível ver, sentir um aroma, apreciar uma melodia, saborear, sentir na pele a brisa, o calor do sol, dormir e sonhar, acelerar o coração de emoção, congelar de medo, ferver de raiva, se encolher de tristeza, contemplar um pôr do sol, abraçar… e etc, etc, etc, através deste corpo. 


Esta máquina perfeita, maravilhosa, única. Seu corpo é exclusividade sua. Você pode emprestar um sapato, uma roupa, um carro. Mas não pode emprestar um corpo!


Seu corpo é a morada da sua Alma. Desde que você chega, ainda no útero, até que esvai seu último sopro, o corpo estará com você, ou melhor, você estará com esse corpo para viver todas as experiências. Por isso é melhor você e seu corpo se tornarem cúmplices, confidentes, amantes, como dizem, BFF, melhores amigos.



Hoje, vou sugerir a você um exercício de escrita. Investigar sua relação com o corpo respondendo algumas perguntas.


Antes, algumas recomendações:

Pegue seu caderno, escolha um lugar tranquilo para dedicar um tempo de qualidade para você mesma, sem distrações ou interrupções. 


Além do lápis ou caneta, tenha também alguns lápis ou canetas coloridos. Talvez você queira desenhar algo.


Leia cada pergunta mais de uma vez antes de começar a escrever. Dê um tempo para que o corpo receba a pergunta e possa respondê-la. Ah, e por gentileza, não caia na armadilha de responder com sua mente!


Permita que a escrita flua livremente, sem elaborações mentais. Escreva a resposta para cada pergunta por pelo menos três minutos, sem parar de escrever e, claro, pode escrever além desse tempo. 


Às vezes podem vir imagens aleatórias, observe-as com curiosidade, desenhe ou anote descrevendo os detalhes. Não subestime o que vier e acolha tudo com gratidão.


Ao final, permita-se um tempo de descanso, para que a prática seja assimilada sem pressa. Contemple o horizonte, fique em silêncio, aprecie um chá aromático e deixe que esse diálogo com o corpo continue através dos sentidos.


Vamos às perguntas:


  1. Sabendo que seu corpo é um mapa vivo da sua existência, quais são as histórias não contadas ou os sussurros silenciosos que ele está tentando lhe transmitir através de sensações, tensões, e dores? O que seu corpo está te contando a partir do que você está sentindo?


  1. Se você pudesse dar voz ao seu corpo, permitindo que ele expressasse suas maiores necessidades e anseios, o que ele pediria para receber mais em sua rotina de autocuidado e movimento? Que práticas ou gestos de gentileza, que talvez ainda não existam ou estejam adormecidos, ele indicaria para nutrir uma harmonia mais profunda entre você e seu corpo?


  1. Para além da estética ou da função, qual é a sabedoria intrínseca que seu corpo guarda sobre quem você realmente é? 

Se você pudesse ouvir essa sabedoria com o coração aberto, que convite para a transformação ou para uma nova forma de ser ela lhe faria neste exato momento, impulsionando sua autoconfiança e a aceitação plena de si?





Boa escrita! Até o próximo episódio.


O corpo lembra

O corpo sabe

O corpo cura


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